Mania de Paulistano

 

Ortografia



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A maioria das palavras são abreviadas pelo paulistano e acabam perdendo de uma a duas das últimas sílabas.
Ex.: alojas (alojamento), berma (bermuda), carnas (carnaval), champa (champagne), champz (champion), churras (churrasco), consuma (consumação), facul (faculdade), findi (fim de semana), futebas/futis (futebol), “Ibira (Ibirapuera), nargas (narguile), níver” (aniversário), perifa (periferia), parça (parceiro), reponsa (responsabilidade), shoppis (shopping)…

 

 

A capital paulista é a principal cidade que recebe visitantes estrangeiros no Brasil. E com as palavras não poderia ser diferente. Diversos verbetes do paulistanês originam de outros países, do inglês, na maioria dos casos, e acabam sendo adaptados ao português.
Ex.: “Vibe“, After, “Bad“, Open, “Man“, Whatever, “Best“, Champs, etc…


Ser paulista é comer o “R” no final de verbos no infinitivo…
Ex.: Agora eu vou “corrê “com o Carlos. E você?


…, sempre trocar “os plural“, né, meo,…
Ex.: “Me vê um Chopps e dois pastel..”

… e, às vezes, introduzir “De“, criando novas expressões.
Ex.: Jorge fez 18 anos e agora é “de maior.
A Feirinha Gastronômica acontece agora na Praça Benedito Calixto “de domingo“.
De sábado”, eu descanso.

 

E apesar de acumular bastantes riquezas culturais e econômicas, o paulistano não é sovina e sempre compartilha e presenteia bastante. O paulistano tá sempre dando um pelé, um migué, uma de quem não quer nada, um balão, uma mão, uma ajuda, a elza



Paulistano está sempre na correria e não possui tempo para dizer Edmundo, Marcos ou Robesvaldo, por isso abreviamos os nomes próprios com a primeira sílaba
Ex.: ” – significa “aqui” ou também: Camila, Carolina, Cássio, Cátia, Carina, Catarina…
” – nota musical ou também: Fábio, Fabíola e Fabrício…
Li” – verbo ler ou ainda Lisandra, Lígia, Lívia, Lia…


…mas os artigos definidos sempre acompanham o sujeito, ao contrário de outros estados onde o artigo não aparece (Marcelo, vá na casa de Bruno).
Ex.: Ô Marcelo! Você vai na casa do Bruno?

 

Fonética



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Na hora de falar, o paulistano de certas regiões estende a pronunciação, de forma anasalada, de verbos no gerúndio e muitas vezes introduz a letra “I” entre “E” seguido de “M” ou “N“.
Ex.: Eu “tô ti falâââândo“.
Mas eu não “tô entendêêêiindo“.

 

…ou também comer o “D” de verbos no gerúndio.
Ex.:
Estou indo = Tô ino.
assistindo = assistino.
jogando = jogano.


Algumas palavras têm o som das vogais alteradas. Por exemplo, a letra “O” vira “U” e a letra “E” torna-se “I“.
Ex.:
Mãe: Filhu, vai comprá leiti.
Filho: I u dinheru, mãe?
Mãe: Cadê os centiquinze reais que eu ti dei antionti?


Já outras ganham novas letras no meio da palavra, como a letra “E” em “pneu” e “advogado”…
Ex.: O peneu du carru du meu adevogado tá mais careca qui ele.


… e algumas letras recebem até mesmo novos sons, como o “T” que pronuncia-se “Tch” e o “D” que vira “Dj”.
Ex.: Bom djia, Tchia!